terça-feira, 11 de setembro de 2012

Just the beginning....?

Ok.

Este é o pior momento. E talvez a perfeita oportunidade.

O negócio é que eu, com meus parcos 11 anos de idade, meti na cabeça que queria ser atriz. Não lembro porque, e não me orgulho disso. Lembro que queria ser todas as coisas, mas, até aí. Aí eu estudei, estudei, estudei. Com as poucas ferramentas que tinha, estava determinada a ser atriz. De cinema. Então mergulhei na física, química e biologia. Mas, aulas de teatro? Nah, teatro é muito chato.

Então veio o vestibular. E com ele, a dúvida: Medicina ou Artes Cênicas. Sim, porque o ser humano é o grande barato, descobri. Por dentro ou por fora?, perguntava meu coração à minha razão, ou ao contrário. Qual seria por dentro? Qual seria por fora?

E essa... coisa que insiste em não se identificar, essa urgência, essa latência louca que me faz acordar todos os dias com a mesmíssima ideia na cabeça, me fez escolher o ramo das artes. "The truth is that we all were just three-year-olds and everybody thought we were so adorable.", diz a Meryl. De qualquer forma, eu escolhi. E passei. Simples, assim. Um notão de física, de matemática, desempenhos pobres nas humanas, nota mediana na prova de aptidão. Como quem não queria nada, e nem sabia mesmo se queria, eu passei no melhor curso de Artes Cênicas do país.

Achando que ia desistir na segunda semana eu comecei a frequentar as aulas, para a maior transformação que iria se dar dentro de mim, durante os quatro longos-rápidos anos do curso. Nem me lembro de quem eu era quando entrei. Só sei que entrei pelos motivos errados. Motivos esses que, imaturamente berrados na frente do prédio da matrícula, me deram o que hoje considero meu nome: Holly.

Por que? A entrevista dos veteranos: Diga algo que está entalado aí dentro: "EU QUERO IR PRA HOLLYWOOOODDD!!"

E assim eu virei Holly. A verdade é que o cinema não morreu dentro de mim durante o curso, ele só dormitou. Às vezes acordava, as vezes murchava. Mas o teatro... o teatro me inundou. Como uma lata de sardinha que está prestes a explodir ele latejava em mim, e eu nem sabia. Aí a latinha explodiu, e eu me transformei: de menina vaidosa, a... bem, qualquer coisa de que sou hoje, que já não me preocupo em rotular.

A disciplina nunca mudou (bem, talvez de "Hitler" tenha passado a "Grotowski" comigo mesma.). O resto, tudo.

E agora? A faculdade acabou, mas a profissão está só começando! Yes!
Muito bem... perseguindo a meta, degrau 2: o mestrado.
Achei. Fucei. Decidi. Comecei.

E agora, o motivo shitty de eu estar escrevendo tudo isso: meu coração e meu medo estão brincando de se imitar. Então eu nunca consigo saber quem é que está falando: se é a intuição, ou se é só a encanação. Se é o acreditar cegamente, ou o fazer muitos planos B, C, D. Se é arriscar tudo, ou "esperar mais um pouco". Arrgh, minha impaciência e meu desejo não permitem postergações, whatsoever. Prefere pagar mico ou não ir? Pagar mico. E que seja feio, então.

Mas... o que escrever? O que propagar? Será que eles querem isso? Está sem foco, está sem proposta, você é inexperiente, você é nova demais, você não tem trabalhos profissionais...  O que eu quero estudar? Que tipo de pessoa quero ser? Que tipo de atriz quero me formar? Com quem quero trabalhar? Ah, isso eu sei, exatamente. Com os melhores. Eu quero ser a melhor! Vou escrever isso! Mas não fica muito pretensioso? Mas não fica muito inferiorizado?

Phew. Enfim. Pode ser que pare nesse post. Pode ser que não. Bem vindo ao blog da garota que vai para Hollywood.